16/06/07
ANGOLA: Banco que Stanley Ho queria usar para entrar no mercado angolano abre com ministro da defesa angolano como sócio

 

 

O BANC procura um novo parceiro estratégico, mas a participação não ultrapassará os 35 a 40% do capital. 

  

A instituição bancária que deveria ter sido a porta de entrada de Stanley Ho no mercado angolano foi inaugurada oficialmente na sexta-feira à noite com o ministro da Defesa de Angola como principal accionista.

 

Kundi Paihama é agora o sócio maioritário do Banco Angolano de Negócios e Comércio (BANC) que está à procura de um novo parceiro estratégico internacional, principalmente em Portugal, Brasil e Espanha.

 

Ao mesmo tempo, o banco está em negociações com um grupo angolano para fazer crescer o seu capital, que é actualmente de cinco milhões de dólares (3,75 milhões de euros).

 

De acordo com Rui Fraga, presidente do conselho de administração e sócio do banco, "o parceiro angolano está identificado" e as negociações estão já a decorrer.

 

Com os possíveis interessados internacionais as conversas ainda estão num estado preliminar: "De facto, já tínhamos toda a parceria feita e temos de retomar" agora os contactos, disse Rui Fraga aos jornalistas.

 

Segundo o presidente do BANC, a parceria com a Geocapital de Staley Ho, o magnata dos casinos de Macau que esteve representado em todo o processo por Almeida Santos, seu advogado e presidente do Partido Socialista português, acabou por abortar quando os seus contornos estavam estabelecidos.

 

No negócio, a Geocapital ficava com 50% do capital e a prerrogativa de escolher a administração executiva do banco, explicou o presidente.

 

Só que, "inexplicavelmente, (o negócio) foi abortado pelo parceiro", acrescentou.

 

Questionado sobre quais foram as razões concretas para a saída de Stanley Ho, Rui Fraga limitou-se a referir que "foi o entendimento de que, de facto, era melhor parar".

 

Além de Kundi Paihama, que na noite da inauguração oficial recebeu os parabéns de muitos dos presentes, o BANC tem mais seis sócios, todos angolanos, sendo que António Ferreira, Agostinho Rocha e o próprio Rui Fraga são os sócios de referência.

 

O fracasso do negócio com a Geocapital de Stanley Ho parece ter deixado marcas na administração do BANC, que agora, na sua busca de parceiros internacionais, apenas admite negociar 35 a 40% do capital.

 

Aguinaldo Jaime, ministro adjunto do primeiro-ministro, no seu discurso durante a cerimónia de inauguração, na sexta-feira à noite, não deixou de referir-se às vicissitudes que atravessou o BANC durante o seu processo de criação.

 

"Sei que o processo de constituição deste banco não foi fácil. Sei que houve que vencer muitas dificuldades", disse o ministro.

 

Sobre o estado do sistema bancário em Angola, Aguinaldo Jaime referiu-se a dois grandes desafios a enfrentar: a fraca taxa de conversão dos depósitos em crédito e os altos custos da intermediação bancária.

 

A intermediação bancária em Angola é uma das mais altas do mundo e a taxa de conversão de depósitos em crédito é baixíssima, porque enquanto a média no continente africano ronda os 50%, as instituições bancárias angolanas ficam-se apenas pelos 3%, adiantou o ministro.

 

 

Fonte: Diário de Noticias

 

 

 
 
 
 
 
 
 
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